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Sempre gostei das tirinhas da Mafalda
Mafalda tem um espírito crítico e uma sagacidade típica das crianças de raciocínio rápido, odeia a injustiça, a guerra, as armas nucleares, o racismo, as absurdas convenções dos adultos e, obviamente, a sopa, como mostram algumas de suas tiras. Seus amores também ilustram o espírito da época: os direitos humanos, a democracia e os Beatles. Ela é uma menina que recoloca questões crucias, numa linguagem radical, de tão simples e aparentemente ingênua; é uma criança que se espanta diante do mundo, não aceita as “normalidades e obviedades” da realidade cotidiana.As tiras de Quino revelam a intenção de abordar a problemática social, sugerindo críticas e levando a julgamentos; trabalhando com a ironia. Mafalda não é uma heroína. É uma anti-heroína. Não aparece para salvar as pessoas, aparece para criticar comportamentos e situações e pôr a sociedade em questionamento.
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